sábado, 27 de junho de 2009

Animus laedendi

Liberdade, igualdade e fraternidade. Há bastante tempo a burguesia nos prometeu ideais que emocionariam até o Diabo, porém hoje somos presos ao trabalho, a desigualdade está bem aflorada e a fraternidade não vem de quem tem melhores condições. No Brasil, geralmente, quanto menos estudos a pessoa tem, mais ela trabalhará e menor será o salário dela, coincidentemente os ricos têm condição de colocar os filhos em boas escolas e os não ricos colocam os filhos em escolas piores, resultado? Bom chi bom chi bom bom bom.

Nos Estados Unidos da América os impostos são baixos e os setores básicos (educação, saúde, segurança e alimentos) são privados e muitas vezes de valores altos. Por outro lado, muitos países da Europa cobram altos impostos, porém os setores básicos são estatais e funcionam perfeitamente, em alguns países é proibido criar empresas privadas em setores básicos. No Brasil os impostos são altos, os setores básicos estatais são precários e pagamos caro para acessar setores básicos com qualidade, há raras exceções.

Certamente a culpa não é somente do governo ou de quem explora, o sistema em que vivemos nos permite, legalmente, prejudicar o outro; talvez Marx não estivesse errado, talvez só não ocorrera ainda... Quem sabe se os explorados não se revoltarão e farão a real ditadura do proletariado? Só espero que isso ocorra antes de o estado decretar a derrama.



Relações

Venho-vos dizer como é bela a vida
Há anjos que auxiliam às nossas escolhas
E mortais que tornam-nas merecidas

Somos reais quando estamos parnasiando
O romantismo se tornou a lei
E assim como em sonho vamos sonhando

Os anjos nos observam de suas torres
Sempre zelando por nossas escolhas
Eles são jardineiros e nós flores
Só esperamos que reguem nossas folhas

Todas as rosas perdem os espinhos
É uma condição de felicidade
É uma condição de felicidade?
Quando acordaremos deste soneto?

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Decipimur specie recti

Sabemos que o mundo é formado por rupturas e permanências, algumas nós apoiamos e outras somos totalmente contra. Bons hábitos e maus hábitos são relativos, mas um hábito em comum é rejeitado por quase todas as culturas: "Matar pessoas que você ama."

No Brasil ainda há pessoas que defendem a pena de morte e sabemos que a hipocrisia está presente, pois quando um parente querido for colocado no corredor a opinião dessas pessoas mudará radicalmente. O que precisamos não é de mais violência para combatê-la, as pessoas poderiam defender a melhoria da educação, a melhoria da condição de vida, a melhoria dos presídios. Muitos ainda creem que a violência é meramente patológica, mas na verdade a falta de uma boa condição social é a principal culpada.

Quando um rato é encurralado por um gato o resultado é incrível, o rato agride o gato de tal maneira que muitas vezes ele consegue sobreviver, apesar de não aceitar o naturalismo é perceptível que os homens agem instintivamente quando pressionados, o que precisamos de fazer não é matar esse homem, precisamos de retirar a pressão que há sobre ele; fome, desespero, frio, medo, sede e dor são elementos aos quais não estamos acostumados, isso torna muito fácil olhar de forma meramente lógica para uma ação criminal, o sistema que nos rege não precisa de ser erradicado, mas podemos adaptá-lo de forma suave.

O Governo age pelo povo (?) e portanto o povo tem o poder (?). A frase dita pelo meu professor de história em meu ensino fundamental parece irônica, mas não está errada. Uma série de fatores afasta o brasileiro da política, será que devemos nos dar a esse luxo? Enquanto tais problemas permanecem estagnados eu rezo para que as igrejas não sejam destruídas.



Mutualismo


O Diabo morreu!

E agora o Mal viverá feliz para sempre.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Lever de rideau

Preâmbulo

Saudações leitor, estou bastante contente em começar o Blog, pois agora meus poemas e filosofias estão mais acessíveis aos meus amigos e ainda posso divulgar ideias para outras tantas pessoas do Brasil, espero receber conselhos, críticas e elogios.

Irregularmente escreverei ideias e evitarei explicá-las, acredito que a interpretação deva ser feita por cada indivíduo, peço apenas que não leia superficialmente, pois é no fundo que se alojam os maiores tesouros.
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Caros leitores, provavelmente vocês já refletiram sobre a sua própria existência, já procuraram respostas sobre o que realmente existe, já questionaram a existência de Deus, já pensaram na origem de tudo e para onde vamos.

Sabemos que há várias doutrinas, religiões e filosofias que explicam o sentido da vida, mas nenhuma das teorias é unânime. Apesar de não saber o motivo, a nossa lógica nos faz concluir que se há vida é porque precisamos perpetuá-la, porém alguns ignoram essa lógica e estamos caminhando em direção ao desconhecido.


Natura


Do pó viemos

Ainda frágeis lagartinhas

Metamorfoses seletivas nos aprimoram
Inúmeras adaptações vitais, garras, peçonhas e disfarces


Dentre nós uma lagarta saiu do casulo como lagarta, indefesa.

Incrivelmente ela desenvolve a sua sobrevivência fazendo a garra

A sua metamorfose foi mental, entre todas a única capaz de construir

A sua metamorfose foi mental, entre todas a única capaz de se destruir


A fantástica lagarta dominou o habitat, o alimento e as borboletas

Criou da natureza as mais efetivas garras, peçonhas e disfarces

Dominou e explorou o além-território, voou muito mais alto

Fez com que o ambiente se adaptasse à sua vontade vital


O ambiente se dobrou, mas nada mais foi o mesmo

As dobraduras feitas estão quebrando

E, apesar das contraposições,

Ao pó estamos voltando.